Ir a 2015 Ideas para cambiar el Mundo
      home



Projeto aprendendo a educar para paz







31613
     
 

O projeto prevê além da capacitação em educação para a paz através do curso de 60 horas, a criação de projetos pedagógicos que coloquem em prática os conhecimentos aprendidos no curso. Todas as experiências serão analisadas e discutidas em dois seminários que deverão acontecer no final do ano.



O crescimento da violência nos centros urbanos é um grave problema que atinge a todos, especialmente a juventude, que se vê, ao mesmo tempo, como vítima e reprodutora desta mesma violência.

Ultimamente, a emergência de episódios de violência na escola tem chamado a atenção dos governos e da sociedade para o problema da violência no meio escolar. A expressão “violência no meio escolar” é tanto violência na escola, quanto violência da escola. A violência na escola caracteriza-se por atos de indisciplina, brigas, agressões, intimidação de professores(as) e alunos(as) por pessoas de fora da escola, depredações do patrimônio, roubos, tráfico de drogas etc. A violência da escola é entendida como violência simbólica que consiste na tentativa de impor a interiorização de normas de conduta que não podem ser legitimadas, tendo em vista o processo de reestruturação social, completando-se com o exercício de práticas pedagógicas obsoletas e destituídas de interesse, mediatos ou imediatos, para os alunos.

Tema freqüentemente debatido entre os que estão mais diretamente envolvidas com o mundo da educação, as questões da violência em meio escolar tem se constituído também em tema de pesquisa e estudo de vários autores, ao mesmo tempo em que se transformou em pauta obrigatória da agenda pública.

Uma saída comumente apontada por grande maioria da população, é o aumento do aparelho repressivo, a instituição da pena de morte, a redução da idade penal e o fortalecimento do aparato bélico. Esta é a compreensão romana de paz, baseada na imposição da força “si vis pacem, para bellum”, isto é se queres a paz, prepara-te para guerra. No entanto, a humanidade não avançará na prática dos direitos humanos por decreto, ou por leis ou, ainda, fortalecendo o aparelho repressivo.

Desde seu enquadramento cultural, paz e violência se aprendem. A compreensão de novos paradigmas privilegia a via educativa, entendendo aqui educação como um dos mapas sociais que possibilitam orientações novas, reorientações e mudanças de posicionamentos.

Neste sentido, a formação e capacitação dos professores como educadores para paz revela-se como uma sólida contribuição à defesa dos direitos fundamentais do ser humano e à melhoria das relações interpessoais.

O objetivo do Projeto é oportunizar aos educadores das redes públicas estadual e municipais de Porto Alegre e Região Metropolitana um espaço de formação, capacitação, discussão teórica, dinâmicas grupais e pessoais de não-violência, em vista de uma intervenção na realidade onde atuam.

A população alvo constitui-se de trabalhadores em educação, da rede pública municipal e Estadual de Porto Alegre, Gravataí, Viamão, Cachoeirinha e Alvorada.

Este Projeto possibilitará a formação de promotores da cultura de paz e direitos humanos e o surgimento de uma rede de educadores para paz engajados na defesa dos direitos humanos e na luta pela paz, capacitados como multiplicadores de ações pedagógicas para não-violência.

• PÚBLICO

Professores da rede pública estadual e municipal de Porto Alegre e Região Metropolitana

• LOCAIS DE REALIZAÇÃO

Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí, Viamão, Alvorada

• OBJETIVO GERAL

Formar multiplicadores na área de Educação para Paz.

• OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Preparar educadores para planejamento, acompanhamento e orientação de oficinas de Paz; • Elaborar Projetos de Prevenção à violência no meio escolar, tendo como referência a cultura da paz e não-violência; • Oportunizar a articulação de uma rede de Educadores para Paz em Porto Alegre e Região Metropolitana.

• METAS

• Realização de 06 Cursos de Educação para Paz, formando 240 educadores para paz; • Elaboração de Projetos de Construção da cultura de paz\ e prevenção da violência no meio escolar para as escolas de origem dos professores que participaram dos cursos; • Realização de dois Seminários com os educadores participantes do Curso de Educação para paz, para partilha de experiências e articulação da rede de educadores para paz; • Realização de Reuniões de Acompanhamento da Implantação dos Projetos em cada Município , envolvendo as Secretarias Municipais e Coordenadorias Estaduais e professores participantes dos cursos.

6)TEMÁTICAS DO CURSO

• Formando comunidade para paz • Alternativas e perspectivas à problemática da violência no meio escolar • A não-violência: histórico, metodologia e caminhos • A educação para paz: importância e objetivos • Fortalecendo conexões comunitárias: grupos e organizações pacifistas • Fortalecendo pessoas para serem ativistas da não-violência • Abolindo preconceitos e estereótipos • Capacitando para resolução não-violenta de conflitos • Diminuindo potencial de agressão • Criando aversão à violência: crítica da cultura da violência e do militarismo • Vislumbrando futuros de paz • Desarmando os povos, promovendo a vida. • Oficinando para a paz: metodologia em educação para paz • Organizando projetos de superação da violência no meio escolar

7) FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES INSTITUCIONAIS

→ ONG EDUCADORES PARA PAZ

• Elaboração das oficinas e material didático de apoio; • Coordenação dos cursos; • Articulação da rede de educadores para paz; • Elaboração do material de divulgação (folder); • Relatórios parciais a cada bimestre; • Avaliações nos finais de cada Cursos; • Acompanhamento à implantação dos projetos em cada Município participante do Projeto.

→ SECRETARIAS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO E OU COORDENADORIAS ESTADUAIS

• Locais para realização dos cursos; • Infra-estrutura para realização dos cursos: som, mesas, cadeiras, quadro branco; • Seleção dos professores para participarem dos cursos; • Divulgação nos Municípios. • Criação e impressão do material de divulgação.

→ PROFESSORES PARTICIPANTES DO PROJETO

• 75% de freqüência nas oficinas; • Elaboração do projeto de Prevenção à violência e defesa dos Direitos Humanos; • Engajamento na Rede de Educadores para paz.

9) METODOLOGIA

A formação de educadores para paz será realizada através de quatorze oficinas, num total de 60 horas, oportunizando a qualificação, tanto teórica como prática, de educandos e educadores na luta pela paz.


http://www.educapaz.org.br/modules/wfsection/article.php?articleid=45




     
©2005 - 2012